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quarta-feira, 22 de maio de 2013

UM TIRO NAS COSTA


Ontem sai com igreja para um evangelismo noturno, e como sempre temos a precaução em andar em grupo para evitar ou pelo menos apoiar em caso de incidentes, hostilidades ou algo parecido.

Fizemos uma boa evangelização e fomos muito bem recebidos pelos não evangélicos. Um evangelismo corpo a corpo com muita conversa e finalizando cada diálogo quase sempre com uma oração. Rodamos aproximadamente dois bairros, com folhetos em mãos, sem carimbo de nossa igreja, pois nosso propósito foi nos apresentarmos de forma interdenominacional (não levamos o nome da denominação), afinal vemos cada templo como a igreja do mesmo Reino. Não há motivo para guerra ou intriga, pois “quem não é contra nós é por nós” disse JESUS.

Quando estávamos encerrando o evangelismo, passamos de frente a uma pequena igreja, que foi inaugurada onde antes era um bar, o pregador gritava exaustivamente durante a mensagem. Quando passamos de frente a igreja o pregador (se é que posso chamá-lo de pregador) viu aquele grupo passando com folhetos em mãos e bíblias e de repente gritou como um louco: “pescar no aquário dos outros é lindo, quero ver pregar nos lugares retirados!” 



Meu Deus! Eu me armando para não levar nenhum tiro pela frente e de repente somos alvejados pelas costa, pelos nossos próprios irmãos! Como assim pescar em aquário? O que este irmão está dizendo? Somos todos irmãos! O povo está fazendo pelo mesmo Reino! Estamos direcionando a procurar uma igreja séria mais próxima da residência, e o pregador gritando contra o seus irmãos, o que é isso meu Deus? Isto é visão de empresário e não de pastor!

Empresário ver outra igreja como concorrente pastor ver como uma aliada. Empresário tem medo de prejuízo, pastor enxergar o crescimento do reino de Deus.

Estamos nos reunindo constantemente dentro de nossas igrejas, mas de fato para que nos reunimos? Culto virou recreação, vou a igreja, me sento, participo das cantorias, aguardo a mensagem e depois vou embora para minha casa para continuar com minha vida espiritualmente improdutiva, pois não há nenhuma realização de fato se não compartilhar o Reino de Deus aos homens. 


Vivemos numa época de muita violência e relaxamento da moral em nossa sociedade, e o que me deixa tão indignado é ver a igreja em suas intermináveis campanhas, só abastecendo o povo de guloseimas e gorduras que mais a intoxica do que lhe dá saúde.

Uma igreja que se denomina sal mais não sai do saleiro por nada, ou quando sai é para seus “momentos nos montes”, “churrascos entre irmãos” “retiros e mais retiros” “passeatas e mais passeatas”. Na verdade faz muito barulho, mas o que estão produzindo de fato em nossa sociedade? Que transformação podemos ver entre os nãos conversos? 


Pescar em aquário? Nós chegamos naquele bairro como templo há 27 anos e não tinha nenhuma igreja por perto, hoje tem bastante igreja perto da nossa e isto nunca incomodou ao nosso povo. Temos uma política: “É melhor abrir uma igreja do que uma boca de fumo ou um bordel” Se tivéssemos está visão medíocre de “pescador de aquário”, quem de fato estaria “invadindo o território, nós ou eles? 


Acorda povo de Deus! Tudo aqui é por Cristo e para Cristo, isto não tem nada haver conosco!

Que a igreja seja de fato igreja, e que Jesus seja de fato o Jesus da igreja e não de pastores ou melhor empresários.



Deus abençoe a igreja pura e seus pastores fieis.



Pr. Neemias Fagundes

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